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Tenho notado um grande número de profissionais que estão entrando para o grupo de aposentados, seja por vontade própria ou por força das circunstâncias.

Diferentemente da geração Y de hoje em dia, há algumas décadas, ao engressar em uma empresa o profissional o fazia para um longo tempo. Em alguns casos, diria, para a vida toda. E foi assim para um expressivo número de profissionais. Dedicaram décadas de suas vidas à uma única organização. Um longo relacionamento.

pós-carreira_Career 360

pós-carreira_Career 360

Até que chega, em fim, o período no qual esse relacionamento acaba e a sensação é que algo é arrancado da pessoa. Como assim? Durante 28 anos minha vida, minha rotina, meus pensamentos fizeram parte dessa corporação e agora tenho que me aposentar? Mas ainda ferve nas minhas veias energia para produzir! Minha mente continua maquinando coisas. Por que?

Ouvi diversos relatos como estes. E colocando-os num contexto, a conta não bate. Ainda há espaço para estes profissionais. Veja bem, o ser humano está vivendo cada vez mais, nossa expectativa de vida aumentou. Este ganho vem acompanhando da preocupação com o futuro, de como manter um padrão de vida, gerenciar sua vida com qualidade, plano de saúde, viajens e por aí vai.

Lamentavelmente, não podemos contar com os sistemas públicos de saúde e de aposentadoria.  E mais além, está em discussão a medida provisória com a regra 85 / 95, para que  nossa previdência ganhe uma sobrevida até 2022, quando então novamente a regra do jogo poderá ser alterada, ou seja o “ target “ será movido mais uma vez para busca do equilíbrio financeiro e para a manutenção dos pagamentos dos benefícios.

Ou seja, cabe a cada profissional criar o seu futuro. Lápis em punho, é preciso desenhar formas de lidar com a produtividade que emana dentro de si, com sobrenome corporativo ou não. A conta não bate. Aposentado aos 65 anos, com uma expectativa de viver até 85, suporte previdênciário insuficiente e, com energia para continuar produzindo. O que fazer?

Cabe alertar ao profissional que está ingressando ou já ingressou no mercado de trabalho, que comece a destinar parte do seu salário para poupança visando minimizar o impacto de uma redução drástica de sua remuneração, em especial aqueles cujo sálario está acima de cinco ou dez mil reais.

Assim, caso voce trabalha para empresas que possuem planos de pensão não perca esta oportunidade de fazer sua contribuição. Na maioria dos planos estas empresas também contribuem com percentuais que variam, mas que somam-se à sua.

Agora, se voce já está fora da vida corporativa, há uma série de oportunidades para que possa vislumbrar possibilidades que demandem da experiência acumulada, surgindo assim uma segunda carreira.

Atuação vínculada por projetos ( Interim Management), consultoria, atividades acadêmicas,  conselhos de empresas ou de ONGs, terceiro setor. São algumas dos caminhos que o conduzirão à continuar produzindo, criando, gerando valor agregado e, claro, adicionando receita à sua aposentadoria.

Ficar parado não o levará a lugar algum e é muito provável que seja acometido por alguma doença ou mal-estar gerados pela falta de estímulos cerebrais. Se quiser, a Carrer 360 pode ajudá-lo. Agora, é mãos à obra!

Até mais!

Carlos Eduardo Oliveira – Founder Career 360

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